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Fibrilação atrial e AVC: quando o problema começa no coração

  • Foto do escritor: Dra. Luiza Serafini Balestrassi
    Dra. Luiza Serafini Balestrassi
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Entre 20 e 25% dos derrames cerebrais têm origem no coração. Não em uma obstrução das artérias cerebrais, não em uma crise de pressão. No coração. Esse dado, amplamente documentado na literatura médica, ainda surpreende a maioria das pessoas, e é exatamente por isso que ele precisa ser falado com clareza.


O que é a fibrilação atrial e qual é a relação com o AVC

A fibrilação atrial é o distúrbio do ritmo cardíaco mais comum na população adulta. Em vez de bater de forma coordenada, o coração passa a ter contrações rápidas e irregulares nas câmaras superiores, os átrios. Esse ritmo desorganizado faz com que o sangue não circule como deveria, favorecendo o seu acúmulo em determinadas regiões do coração.

Quando o sangue fica estagnado, especialmente em uma estrutura chamada apêndice atrial esquerdo, ele pode formar coágulos. Se um desses coágulos se soltar e seguir pela circulação até o cérebro, o resultado é um AVC isquêmico por embolismo cardíaco, o chamado AVC cardioembólico.

Esse tipo de AVC é considerado um dos mais graves dentro da classificação dos infartos cerebrais. Além da maior tendência a causar sequelas mais extensas, ele tem alto risco de recorrência quando a causa cardíaca não é identificada e tratada.


Por que tantos casos passam sem diagnóstico

Um dos aspectos mais preocupantes da fibrilação atrial é que, em cerca de 30% dos casos, ela não provoca nenhum sintoma perceptível. Quando os sintomas aparecem, as queixas mais comuns são palpitações, sensação de coração acelerado ou irregular, cansaço desproporcional ao esforço e falta de ar. Sintomas que, isoladamente, são fáceis de ignorar ou atribuir ao estresse do dia a dia.

Para uma parcela significativa dos pacientes, o primeiro sinal concreto da arritmia é o próprio AVC. É nesse ponto que a ausência de uma investigação preventiva tem o custo mais alto.


Quem deve fazer essa avaliação

A investigação cardíaca é recomendada para qualquer pessoa que tenha sofrido um AVC ou AIT (ataque isquêmico transitório), especialmente quando a causa ainda não foi esclarecida. Mas existem outros grupos que se beneficiam de uma avaliação preventiva:

  • Pessoas com diagnóstico conhecido de fibrilação atrial ou outras arritmias

  • Pacientes com histórico de pressão alta de longa data

  • Pessoas com insuficiência cardíaca ou valvulopatias

  • Quem tem histórico familiar de AVC em idade jovem

  • Pacientes com queixas de palpitações recorrentes sem causa definida


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